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Kate Winslet e Cate Blanchett têm algo em comum (além do nome e do tom de pele)  que me atraem. Ambas são queridinhas e esquisitinhas de Hollywood. Mas não esquisitinhas ao estilo Amy Winehouse. São esquisitinhas que fogem do padrão de beleza e que sabem preencher muito bem o currículo de filmes incríveis. “O Leitor”, romance adaptado de um livro alemão, é intenso e triste. Fala sobre a paixão entre um garoto de 15 anos e uma oficial nazista, analfabeta, viciada em ouvir histórias da boa literatura.

Ele faz parte daqueles filmes que aparecem fotos dos protagonistas nos
tapetes vermelhos do eixo Berlim-Oscar.

Voltando à história Kate e Cate, é uma mistura de “Notas sobre um escândalo” e
“A vida dos outros”. Dois filmes também imperdíveis.

Ninho vazio

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Não tenhos filhos. Ainda não passei por este tipo de problema que o filme aborda, que é se deparar somente com o parceiro, depois que os filhos crescem e vão embora atrás de suas próprias vidas. Mas eu sou a filha que fui embora atrás de minha própria vida, e deixei meus pais se divertirem, together and alone. E já pedi encarecidamente, para que eles assistam ao filme. E indico para qualquer pessoa de qualquer idade, que se identifique com o life style de ter um parceiro forever and ever.

O diretor argentino Daniel Burman gosta de tratar do assunto casais, e neste, em entrevista, declara: “aceitar mudanças custa”. Mas a questão, é que tratar de família sem parecer careta, é uma tarefa bastante difícil. Ou não. Em seu último filme,  As leis de família,  ele trata com uma sutileza deliciosa, que faz com que você acredite valer a pena a vida a dois.

Mas a questão é que você, eu, meus pais e todo mundo que tenha uma visão um pouco mais romântica da vida vai se apaixonar por esta história, e se encantar com o final. É um filme que te obriga a ir atrás do “sal a mais” que toda vida a dois necessita. Uma obra de arte, acredite.

ps: Ele costuma ser comparado com o diretor Wood Allen,
o que já garante a qualidade de sua obra.

pps: Seu próximo longa será sobre a geração das pessoas de 30.
Desta vez, não pedirei pra que meus pais assistam. Ou sim.

Eu particularmente detesto passar o sábado em casa. Não que eu não goste da minha, pelo contrário, amo meu sofá claro, meu papel de parede floral, minha musiquinha tocando sem que eu me importe com os vizinhos… A questão, é que passar a tarde, ou melhor, o dia numa sala escurinha, rindo, chorando, rindo de novo, chorando, chorando, rindo, faz mais sentido para minhas emoções, que gostam de passear pelos extremos de vez em quando.

Sugiro o seguinte. Desligue seu celular e vá até o HSBC Belas Artes. 
Escolha os filmes nas seguintes ordens:

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1) Medos Privados em Lugares Públicos – Vai estar chovendo lá fora, então, você já entra na onda Alain Resnais, só que com neve. É um filme sobre solidão, Paris no auge do inverno… Essas coisas que nos fazem ficar meio introspectivos depois. Assim que terminar o filme, corra para o próximo.

 

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2) Beijo na boca não – Do mesmo diretor do filme acima. Um musical. Contraste bem interessante, pois este, é muito leve, bem humorado, delicioso de se ver! Você vai sair do filme querendo ter nascido em 1925, em Paris. Tenho certeza. Aliviou a frieza do filme anterior?
Corra para o próximo! Osp, se quiser tomar um cafezinho antes, ok.

 

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3) Vicky Cristina Barcelona Wood Allen. Sempre o mesmo. Uma comédia de dar gargalhadas, mas ao contrário da leveza do filme anterior, este, com um tom sarcástico que só Wood consegue nos presentear. Eu mudaria o nome para ID SUPEREGO EGO. Comédia que muito nos faz querer se identificar com os personagens. A atriz Penélope Cruz merece um prêmio de boa atuação! Quando acabar este filme, tome uns 3 cafés, pois você precisará de um tempo pra chegar a uma conclusão com qual dos 3 você se identificou mais.
Cadê a linha tênue que separa um do outro? Ela existe?

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4) O Curioso Caso de Benjamin Button – Que filme! Que roteiro! Que fotografia! O ano acabou de começar, e já afirmo que entrou para a minha lista de preferências de 2009.  O casal Brad e Cate estão numa sintonia invejável. Não sei se todo mundo é assim, mas eu sempre costumo deixar o melhor para o final. 

 

PS: A chuva já parou?

Realidade • Tristeza • Impotência • São Paulo • Sou sortuda • Sou egoísta • 
Melhor atriz • Zona de perigo • Zona de conforto • Relacionamento • Frustração • Fúria • Religião • Futebol • Medo • Escolhas • Ou a falta delas •
Sem saída • Sem controle • Sem dignidade • Sem paz

Vale a pena assistir ao filme Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas.
Nem que seja pra sair do cinema, um pouco anestesiado.
Ou melhor, um pouco mais acordado para a realidade.

Ensaio sobre a cegueira

Alguns críticos estão falando muito mal do filme.
Mas imagino que pra Meirelles nada disso importa,
depois deste episódio…

Olha a insegurança do Meirelles, ao mostrar, pela primeira vez, o filme para o Saramago.

Olha a emoção do Saramago, ao ver, pela primeira vez, sua obra com forma e cores.

Eu chorei quando vi este vídeo.

Semana açucarada

 

Em uma mesma semana li A  ETERNIDADE E O DESEJO (INÊS PEDROSA) e assisti AO ENTARDECER (LAJOS KOLTAI). Haja estômago para tanto romance! O filme conta da história de uma mulher que está morrendo e que começa a se lembrar de seu passado. Têm muitas cenas de flashback, sobre como a protagonista conheceu seu primeiro amor. Depois de abandonar o eixo Belas Artes – Espaço Unibanco, aconselho (quem ainda não foi) pegar um cineminha e tomar um capuccino no Reserva Cultural. Aproveite e passe na livrariasinha que tem na frente do cinema e compre o livro da portuguesa (chegada numa poesia e no padre Antônio Vieira) Inês Pedrosa. Sua semana vai ficar mais doce. 

 

ps: É quase assustador o tanto que a Merry Streepsinha parece a Merry Streepsona. Será que elas são a mesma pessoa??? Será que é só maquiagem????

Nunca assisto a um filme sem ter lido às críticas antes. Costume que me faz já entrar na sala com a predisposição de gostar ou não do filme. Com Do outro lado foi diferente. Fui sem saber de nada, nadinha mesmo. Pensando bem, a surpresa me atraiu, gostei da sensação de entrar ali sem saber o que estava por vir.
E digo que veio coisa boa. Um filme dividido em três partes. Conta da morte de uma mulher, da morte de uma outra mulher, e no final, o outro lado da história (bem neste momento, na hora de contar o outro lado, gostei muito do jeito que a câmera passeou de um lado para outro, genial, se existisse um prêmio específico para uma cena, eu teria premiado esta). Conta de encontros, desencontros, coincidências e tudo à maneira “filme de arte” (o diretor é alemão de ascendência turca). 

Falei, falei e não falei nada. Mas a verdade é que se você gostou de Nome de família, e Não por acaso, é porque temos gostos parecidos. Então confie em mim: espere coisa de primeira.

ps: É de impressionar a atuação da atriz Hanna Schygulla.