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Archive for fevereiro \29\UTC 2008

Passatempo

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Ontem saí cedo do trabalho e fui para o Frei Caneca. Como não estava a fim de comer pipoca, decidi passar nas Lojas Americanas e comprar algum chocolatinho. No meio daquele bando de tentações, vi um produto novo, que me chamou a atenção: barra de chocolate Passatempo (com biscoitos picados dentro). Não tive dúvida, comprei para experimentar, com um pouco de receio. Como pode minha bolacha preferida, que me acompanhou toda a adolescência até hoje, ser reinventada? Quem ousou? Corri com o meu saquinho rumo à sala 9, para assistir Juno, aquela comédia que ganhou prêmio de melhor roteiro e quase deu o Oscar de melhor atriz para a talentosa Ellen Page.
Sentei na cadeira, o filme começou e já logo me viciei na história. As ilustrações coloridas e modernas de fundo, na primeira cena, já me conquistaram de cara. Abro a barra de Passatempo e pego um quadradinho, ao som daquelas bandas fofas, dou a primeira mordida e… logo vicio. Voltemos ao filme. Uma história de uma adolescente moderninha que engravida sem querer e encara todo o sofrimento de uma gravidez precoce. Ela é obrigada a passar por momentos com maturidade e tomar decisões sérias. Poderia ser mais um filminho romântico para adolescentes, mas a roteirista conseguiu reinventar o assunto de forma muito delicada e nada piegas. Me senti adolescente de novo sofrendo junto com a personagem com suas inseguranças (quem disse que muda tanto assim ter quase 30?) O filme e a barra acabam, e fico feliz de ter me alimentado do combo reinvenção.
Passatempo, tempo passa, me vicio cada vez mais em filmes e me apaixono cada vez mais por chocolates.

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Ela tá bombando

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Alice Braga, a sobrinha da Sônia Braga está bombando lá fora.
Está na capa-folder de março da revista Vanity Fair e está no cinema,
atuando no filme Eu sou a Lenda, junto com Will Smith.
E tem mais estréias ao longo do ano:
• Crossing Over (ela atua com Harrison Ford)
• Blindness (Adaptação de Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago, com direção de Fernando Meirelles. Ela vai atuar com Julianne Moore e Gael García Bernal)
• Redbelt (ela atua com Rodrigo Santoro)

ps: Adooooooooooooro carreiras meteóricas!

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Programado para fazer chorar

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A perfeita sintonia de Jack Nicholson e Morgan Freeman, fez da comédia dramática Antes de Partir, um filme muito gostoso de se ver (isso se você não se importar com clichês). Um ricaço e um mecânico são obrigados a ficar no mesmo quarto de hospital e a conviver com o mesmo diagnóstico: ambos têm poucos meses de vida. Eles decidem fazer uma lista invejável de desejos antes de morrer e vivem ótimas experiências juntos.
Dá para rir muito e dá para chorar muito também. Se você já tiver esgotado todas as opções da grande lista de filmes do Oscar, essa é uma ótima opção. As caras e bocas de Jack Nicholson e o olhar de bom moço de Morgan Freeman valerão cada minuto.

Ps: É uma mistura de Minha vida sem mim e Minha vida. Hun…

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Resumiria Na natureza Selvagem, como um clipe poético de músicas pinçadas a dedo. Conta a história real de um jovem que depois de se formar, decide deixar sua família de classe média para trás, para ir em busca de si mesmo. O ator que fez o papel do protagonista foi elogiado pelos críticos. Muito esforçado, perdeu 20 quilos para fazer o papel e fez questão de não ter dublês nas cenas perigosas, como a que ele tenta atravessar um rio perigoso. O filme varia entre cenas do seu passado (que são contadas pela irmã) e a sua longa caminhada atrás do sonho de conhecer o Alaska. É uma aventura e tanto. Algumas cenas são exageradamente hippies, como a cena que ele queima dinheiro, mas dá pra se emocionar, nem que a gente busque lá no fundo da nossa alma, aquela vontadesinha que a gente tem, vez ou outra, de jogar tudo para o alto e viver a vida sem pensar nos outros e no injusto mundo capitalista.

Ps: É uma mistura do filme O homem-Urso e o conto A terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa.

Ps2: Não assista de jeito nenhum, se você odeia pessoas sujinhas e de cabelo mal cortado.

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Maria Antonieta (E.U.A., Direção: Sofia Coppola)
Porque é azul pastel.
Porque é doce.
Porque é Sofia Coppola.
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Pecados íntimos (E.U.A., Direção: Todd Field)
Porque uma boa (e profunda) história é fundamental.
Porque uma atriz preparada faz toda a diferença.
Porque me fez pensar.
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Não por acaso (Brasil, Direção: Philippe Barcinski)
Porque tem Rodrigo Santoro.
Porque é um filme delicado, que fala sobre a solidão cosmopolita.
Porque me fez chorar.

Tropa de Elite (Brasil, Direção: José Padilha)
Porque o cinema não vai mais ser o mesmo depois da era Cidade de Deus e capitão Nascimento.
Porque o cinema agora tem mais um Urso de Ouro.

C.R.A.Z.Y. – Loucos de amor (Canadá, Direção: Jean-Marc Vallée)
Porque assuntos polêmicos (e batidos) devem ser abordados de forma inteligente e tocante.
Porque me fez chorar. Muito.

Santiago (Brasil, Direção: João Moreira Salles)
Porque documentário é fundamental.
Porque pessoas reais, que viveram uma vida surreal, existem.
E o mundo precisa conhecê-las.

Jogo de cena (Brasil, Direção: Eduardo Coutinho)
Porque Coutinho é fundamental.
Porque as lágrimas femininas nasceram para cair. E quem garante que elas são reais?
Chorei, chorei, chorei.
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As leis de família (Argentina, Direção: Daniel Burman)
Porque a felicidade existe na vida comum.
Porque família pode fazer parte dela.
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Hair Spray (E.U.A., Direção: Adam Shankman)
Porque a vida sem musical é um tédio.
Porque rir faz massagem nas rugas.
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Nome de família (Índia, Direção: Mira Nair)
Porque família é fundamental.
Porque a terra natal ficou para trás.
Porque a diretora indiana terminou o filme e continuei chorando.
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À procura da felicidade (E.U.A., Direção: Gabriele Muccino)
Porque histórias reais são sempre inspiradoras.
Porque filmes de auto-ajuda, sempre ajudam.

A vida dos outros (Alemanha, Direção: Florian Henckel von Vonnersmarck)
Porque merecidamente, ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro.
Porque a Alemanha dos anos 80 ainda tem muito o que dizer (e desvendar).

Cartas de Iwo Jima (E.U.A., Direção: Clint Eastwood)
Porque a guerra existe.
Porque o Japão tá na moda.

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Teoria da conspiração?

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Hoje de manhã, ao ler o jornal, fiquei triste com uma notícia. A exibição do filme Tropa de Elite (direção de José Padilha) no festival de Berlim, foi um vexame, por conta do sumiço da cópia com legendas em inglês. Os auto-falantes anunciaram um probleminha, e pediram para que os críticos e jornalistas do mundo inteiro que ali estavam, fossem atrás dos fones com tradução simultânea. A tradução foi com a voz de uma mulher. Sério, coitado do Capitão Nascimento, que perdeu a atenção dos espectadores para a voz de uma mulher! Imagine uma voz bem doce, falando em Inglês: “Pede pra sair!” Quebrou o clima. Uma pena. Porque era mais um grande filme, de tantos que vão para os importantes festivais do mundo todo, para provar que nosso cinema está em alta.

ps: Se você ainda não assistiu, te dou um conselho de amiga: vá agora no HSBC Belas Artes (a única sala que ainda está passando) conferir este curioso filme.

ps 2: Pelo menos você vai se sentir morando no mesmo planeta que os 11 milhões de brasileiros que já assistiram (segundo o IBOPE, esta grande quantidade assistiu de forma ilegal, sem contar os outros milhões de pessoas que foi ao cinema).

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Foi a resposta de Frank Lucas, no set de filmagem, ao diretor do filme O Gângster, ao perguntar se ele se arrepende de alguma coisa que fez. Um filme baseado na história real do mafioso e homem de visão (deturpada) Frank Lucas, que se aproveitou da ajuda dos soldados norte-americanos para levar heroína do Sudoeste Asiático para os E.U.A. Apesar de não ter entrado na categoria concorridíssima do Oscar de melhor filme, ele não fica muito para trás dos que ali estão concorrendo. São dois atores de peso (Denzel Washington e Russell Crowe) e uma direção que resultou em um longa ágil e bastante envolvente (o filme tem quase três horas, mas não dá nem para perceber o tempo passar).

p s: Vamos dizer que… o filme é uma mistura de O último rei da Escócia e O Poderoso Chefão.

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