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Ensaio sobre a cegueira

Alguns críticos estão falando muito mal do filme.
Mas imagino que pra Meirelles nada disso importa,
depois deste episódio…

Olha a insegurança do Meirelles, ao mostrar, pela primeira vez, o filme para o Saramago.

Olha a emoção do Saramago, ao ver, pela primeira vez, sua obra com forma e cores.

Eu chorei quando vi este vídeo.

Semana açucarada

 

Em uma mesma semana li A  ETERNIDADE E O DESEJO (INÊS PEDROSA) e assisti AO ENTARDECER (LAJOS KOLTAI). Haja estômago para tanto romance! O filme conta da história de uma mulher que está morrendo e que começa a se lembrar de seu passado. Têm muitas cenas de flashback, sobre como a protagonista conheceu seu primeiro amor. Depois de abandonar o eixo Belas Artes – Espaço Unibanco, aconselho (quem ainda não foi) pegar um cineminha e tomar um capuccino no Reserva Cultural. Aproveite e passe na livrariasinha que tem na frente do cinema e compre o livro da portuguesa (chegada numa poesia e no padre Antônio Vieira) Inês Pedrosa. Sua semana vai ficar mais doce. 

 

ps: É quase assustador o tanto que a Merry Streepsinha parece a Merry Streepsona. Será que elas são a mesma pessoa??? Será que é só maquiagem????

Nunca assisto a um filme sem ter lido às críticas antes. Costume que me faz já entrar na sala com a predisposição de gostar ou não do filme. Com Do outro lado foi diferente. Fui sem saber de nada, nadinha mesmo. Pensando bem, a surpresa me atraiu, gostei da sensação de entrar ali sem saber o que estava por vir.
E digo que veio coisa boa. Um filme dividido em três partes. Conta da morte de uma mulher, da morte de uma outra mulher, e no final, o outro lado da história (bem neste momento, na hora de contar o outro lado, gostei muito do jeito que a câmera passeou de um lado para outro, genial, se existisse um prêmio específico para uma cena, eu teria premiado esta). Conta de encontros, desencontros, coincidências e tudo à maneira “filme de arte” (o diretor é alemão de ascendência turca). 

Falei, falei e não falei nada. Mas a verdade é que se você gostou de Nome de família, e Não por acaso, é porque temos gostos parecidos. Então confie em mim: espere coisa de primeira.

ps: É de impressionar a atuação da atriz Hanna Schygulla.

I love it!!!!

Tá bom, tenho demorado muitíssimo pra escrever, meus milhares de leitores
devem estar decepcionados comigo. Mas voltei com tudo.
Queria dizer que amei Sex And The City.
Mas, além de ter amado, descobri que sou irmã gêmea da Charlotte.  

Será que Freud explica????????????

O seriado já era incrível, o filme não ficou pra trás, de jeito nenhum!!!!!!

E por falar em seriado, estou na fase seriado da minha vida. Queria dizer que se você nunca viu LOST, WEEDS, GRAY’S ANATOMY, GOSSIP GIRL, DESPERATE HOUSEWIVES, hello!!!!
Em que mundo você vive?

Um desabafo:  Eu me identifico também com a  Meredith (Gray’s Anatomy), tenho inveja da Susan (Desperate Hosewives), quero morar dentro do guarda-roupas da Blair (Gossip Girl) e às vezes penso em mudar de emprego, e trabalhar como a Nancy (Weeds).

Tá bom vai, não sou tão Charlotte assim.

Sobre perdas

Coisas que perdemos pelo caminho, dirigido pela dinamarquesa Susanne Bierum (um filme que acabou de chegar nas locadoras) tem o meu respeito porque é exatamente o tipo de roteiro que gosto muito. É triste, fala de dramas densos e medos internos. Bom pra chorar e pra pensar que nada dura uma eternidade. De vez em quando a gente precisa se lembrar de virar a latinha de cabeça para baixo, e perceber que o prazo de validade um dia se esgota. 

Aproveitemos o que é bom. Aproveitemos o hoje.

Três coisas me impressionaram no filme brasileiro Estômago:

• A sensibilidade do diretor ao escolher personagens tão perfeitos para os papéis.

• A trilha suave e repetitiva, que também foi uma escolha muito boa!

• E no roteiro que, lá no último segundo, surpreende sem nenhum pudor.

ps: Preste atenção no jeito prostituta de comer uma coxinha, no jeito manso de ser um recém-preso e no olhar ítalo-cafajeste do dono do restaurante.

Um beijo Roubado

Não dá para não se apaixonar por Wong Kar-way. A estética, os temas e a trilha sonora de seus filmes, são sempre parecidos. Amores Expressos, Amor à flor da pele e 2046, falam sobre desencontros amorosos.
Este último, Um beijo roubado, lançado na semana passada, também procura não sair muito desta temática. Ele deu adeus à China, e fez a sua nova história de amor em Nova Iorque. Convidou Norah Jones e a Cat Power, para contracenarem com atores queridinhos de Hollywood. As duas se saíram muito bem. É tudo delicioso no filme. As músicas, o jeito que a câmera passeia pela história e o beijo roubado… Ah, o beijo roubado! Uma das cenas mais incríveis que já vi na história do cinema. Tudo que vem dele, é apaixonante.

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Querido crítico da Folha, obrigada por dizer uma das frases mais sábias do ano:
“Quem gosta de filmes de ação prefere explosão a invenção.”
Ponto de Vista é daqueles filmes americanos sobre terrorismo com uma pegada tentaram-matar-meu-querido-presidente. O diretor se esforçou para inovar tentando contar a mesma história oito vezes (cada cena com a visão de um personagem diferente). O filme valeu a pena pelo ator Forest Whitaker, aquele ator que tem uma cara meio torta, que parece até meio bobo, que protagonizou um dos melhores filmes de 2006 (O último rei da Escócia) e levou Oscar de melhor ator (porque quem é bom, não deixa de ser bom mesmo sendo mau dirigido). Quer dizer, não que o filme seja assim super-mega-mau-dirigido, é que o roteiro é ridiculamente batido e o final, bem, o final, aquela parte onde os mocinhos são salvos e os homensinhos malvados são descobertos, as pessoas que estavam ali naquele cinema deram tantas gargalhadas que nem preciso explicar o porquê…

Querido crítico, quem inova, precisa, antes de mais nada, saber escolher bem um roteiro, certo?

Ps: Tá bom, vai, vale a pena também assistir para ver o Jack (Matthew Fox) de terno, fora da ilha de Lost.

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• Que o clichê de amigos adolescentes que só pensam em sexo
(ao estilo American Pie) é um modelo padrão.
• Que a atriz do meu querido seriado Gray’s Anatomy mandou bem
mais uma vez e Hollywood ganhou mais uma queridinha blond girl.
• Que um relacionamento, para dar certo, é preciso muito, muito, muito esforço.
• E que um relacionamento, se der certo, é preciso continuar com muito, muito, muito esforço.

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Táva de bobeira e assisti Conduzindo Miss Daisy no telecine cult.
Adoro filmes que têm personagens idosos. A gente sempre morre de dar gargalhadas no começo e termina morrendo de chorar. Este é americano e foi lançado em 1989, que conta a história de um negro (Morgan Freeman, que está com um sotaque ótimo) que se torna motorista de uma velhinha judia. Uma bela história de amizade.

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Outros dois filmes que me ganharam são:
O filho da noiva, um filme argentino/espanhol de 2002, que está na minha lista de 10 filmes preferidos (de todos que já vi na vida), que é a história de um filho que tenta ajudar o pai a lidar melhor com a doença da mãe, que sofre de Alzheimer.
Uma inesquecível lição sobre o verdadeiro amor.

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Elza e Fred, um amor de paixão é um filme também argentino/espanhol, do ano de 2005. Um filme que nos faz lembrar que os velhinhos também são gente como a gente, inclusive no quesito paixão.

O que essas velhinhas fofas têm em comum? O bom cinema, o bom humor e uma ótima experiência de vida pra contar.

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